sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


Capítulo 2
Parte 4
A Santa Bárbara era onde ficavam canhoneiros, nome dado em homenagem à santa protetora do artilheiro. Não parecia haver nada de errado lá. Era mesmo o leme. Através de uma portinhola, eles vislumbram a parte traseira do navio. O leme jazia na água, totalmente desprendido do navio e preso apenas por uma corda.
- Um de nós terá que se aventurar na água para recuperar o leme. – decidiu Jean-Pierre.
Agostinho pensou em oferecer-se, mas desistiu. Tinha pouca experiência no mar e era mais certo que se afogasse. Melhor deixar para os dois marinheiros, mais experientes.
- Não sei nadar. – confessou Jean-Pierre.
- Eu vou. – decidiu Pedro.
Foram até o tombadilho. Pedro tirou a camisa e pulou na água. Jean-Pierre e Agostinho jogaram-lhe uma corda. Ele a agarrou e deixou que o navio avançasse. Era manobra arriscada, pois poderia ser atropelado pelo casco. Com cuidado, ele se aproximou do leme e pegou-o. Nisso, Agostinho deu um grito.
- Atrás de você!
Pedro olhou por cima dos ombros e viu uma barbatana sobressaindo-se nas pequenas ondas. Um tubarão!
Ele ainda tentou levar consigo o leme, mas era pesado demais, grande demais. Sem soltar a corda, ele nadou com todas as suas forças, até aproximar-se do casco.
- Puxem! Puxem! – gritou.
Agostinho e Jean-Pierre usaram toda a sua força e o retiraram bem a tempo. O tubarão dava seu golpe no exato momento em que Pedro saia da água. Ele ainda tentou voltar e pegar o leme, mas inadvertidamente ele deslocara a corda, soltando-o. O navio foi se afastando, deixando para trás o único instrumento que poderia dar-lhes uma direção. Estavam totalmente à deriva.

Um comentário:

Marcio freire 3D disse...

parabens gean! sou seu fã.um abraço.